"Nesse rio sei andar na beira Desvario é essa cachoeira Trilha subindo a mata A vista que me arrebata (...) Seu olhar já me chamou Eu vou Caminho pro interior” Bruna Caram E foi com muita expectativa que iniciei minha segunda entrega à Bahia, esta que me surpreende a cada visita. Dessa vez, foi no mato, mais especificamente na Chapada Diamantina, que descobri onde a beleza, ou a prima dela, se esconde. Sim, porque até lá foi muita estrada (cruzamos o sertão baiano), com asfalto e terra que pareciam, pareciam – veja bem, que davam a lugar algum. Em alguns momentos imaginávamos estar indo pro nada. Se onde estive é o nada, digo: conhecê-lo pode ser um bom negócio. O nada é surpreendente. Nas águas da Fazenda Pratinha comecei a perceber que o belo, quando escondido, parece ainda mais belo. Talvez pela dificuldade de chegar, ou pelo deslumbramento que dá. A vista na água cristalina arde com o que não parece real. E para não falar de Ribeirão do Meio, do encantamento e da beleza agoni...