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Mostrando postagens de março, 2010

Haicai

Sempre gostei de Haicais, simples, objetivos e poéticos. Seguem alguns da poeta curitibana Helena Kolody: "Para quem viaja ao encontro do sol, é sempre madrugada" "Pintou estrelas no muro e teve o céu ao alcance das mãos" Na série Memória Paranaense (programa de rádio e TV de 1997), o entrevistador pergunta à Helena: - Daquilo que foi escrito, o que a senhora considera o mais importante em poesia, resumindo o que foi a sua vida, a sua trajetória? Com voz firme e demonstrando contentamento ela responde: -Talvez, o que o pessoal gosta muito (é um poema bem curtinho), que é Dom: "Deus dá a todos uma estrela. Uns fazem da estrela um sol. Outros nem conseguem vê-la". Concordo com o "pessoal" e vou aqui tentando fazer da minha estrela o meu sol.

Tirinha

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minha jaula, minha vida revistapiauí_ abril/09 autor: andré dahmer

O dever da resposta

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Foto: Fidalgo Pedrosa (olhares.com) - Fotografia Online A partir do momento em que saímos do confortável ventre de nossas mães, precisamos dar respostas. Sim, não, obrigada, discordo, buá. Pra tudo necessitamos de retorno, uma explicação, uma justificativa. E se não quisermos dar? “Menina, não foi essa a educação que te dei!”. Sim, a resposta tem que vir. Nessa trajetória comunicacional, fazemos escolhas e a cada momento nos é exigido uma resposta apontando a certeza de cada uma delas. Tristes dos que nem escolhas podem fazer; porém, mesmos destes, que não têm chance de optar, o mundo exige uma resposta (ou várias). O conflito bate mesmo é quando chega aquela velha idade em que nos sentimos no direito de não dar resposta pra ninguém. É a época da enganação. Sim, porque é justamente neste momento em que o mundo passa a exigir mais de nós. A partir daqui, as nossas respostas não podem mais ser monossilábicas; necessitam de fundamento e precisão. E ai de quem nelas não empregar objetivi...

A batida

Bateu a porta escancarada como quem possui raiva no coração e na mão. Bateu os olhos na bagunça da mesa como quem possui raiva no coração e nos olhos. Bateu o prato de brigadeiro na geladeira como quem possui raiva no coração e no estomâgo. Bateu o chinelo na barata que passava como quem possui raiva no coração e nos pés. Bateu. Simples assim.