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Mostrando postagens de dezembro, 2009

Que venha 2010!

A mensagem do vídeo (emprestado da Metalsinter) diz tudo, inclusive algo que considero o resumo da própria: "Viva na razão da emoção"

Turismo na terra natal

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Não lembro se eu era tão pernambucana antes de morar fora do que agora, mas o fato é que o orgulho de pertencer e de estar cresce a cada visita. Apenas quatro dias de visita. Natal com família e amigos. Tempo para abraços, beijos, bate-papo e, claro, para alguns bons passeios pela cidade. Ou melhor, pelas cidades. Camaragibe, Olinda, Recife e até Jaboatão dos Guararapes. Tudo coladinho. Pegar a PE-15 a caminho da Casa da Rabeca já se tornou tradição na noite do dia 25 de dezembro. Chão de terra batida e o Cavalo Marinho comendo no centro, rodas de percussionistas e apitos de mestres levam os personagens a dançarem ao ritmo agitado desse bumba-meu-boi bem pernambucano. Para os curiosos, o Cavalo Marinho, como o Bumba-meu-boi, é uma aglutinação dos Reisados. Ao longo do espetáculo são agrupados cantos, loas, personagens e parte do Boi de Reis. É um verdadeiro auto popular que fala da vida passada e presente do povo. Uma tradição popular que vem se mantendo viva, principalmente durante o ...

Cachos no Sabores da Cidade

Durante a viagem, fiz também algumas fotos de pratos típicos dos lugares por onde passei e escrevi algumas linhas sobre as comidinhas dessa terrinha maravilhosa. Podem conferir no blog Sabores da Cidade , da jornalista Izakeline Ribeiro.

Os hermanos que não conhecemos

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É muito comum ouvir brasileiro referindo-se aos argentinos com desdém. Ainda ontem (21/12) vi no CQC o Rafa Bastos dizendo que seu xingamento preferido era "argentino". Muy bien, fui passar férias na Argentina recentemente e conhecia essa "fama", mas constatei que definitivamente os nuestros hermanos, nessa caso, não deitam na “cama”. Foram 20 dias mágicos. Talvez essa fama se deva aos porteños (como chama quem vive em Buenos Aires), todos os lugares em que passei as pessoas comentavam da fama. Passei rapidamente por Buenos Aires e fui direto para Córdoba, depois La Cumbrecita, Mendonza, Salta, Cafayate, San Salvador de Jujuy, Purnamarca, depois voltando mais alguns dias em Córdoba e finalmente, os dois últimos dias em Buenos Aires. Entre paisagens inesquecíveis como esta da terceira foto - uma das minhas preferidas -, vinhos m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-o-s, cervejas de todos os tipos e cores (cada parte da Argentina tem uma cerveja praticamente, há cerveja Córdoba, Norte,...

Contando Clarice

Clarice é bom de ler e de conhecer. Fonte inesgotável na Literatura Brasileira. Sou fã e divido um desses achados na internet com os 'cacheiros' - visitantes do Cachos. Vale muito:

História para os meus netos

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No início desta semana tive uma boa surpresa com a capa da Época. Talvez tenha sido o branco, que quase sempre me agrada. Copenhague assusta. Mais que sua realização, a urgência das decisões é que nos deixa ainda mais inquietos. Vejo-me daqui a alguns anos com os meus netos abrindo o livro de geopolítica e lá um tópico sobre a COP15. E aí entra a vó – eu, no caso –, contando uma daquelas repetidas histórias dos mais velhos: “ Nessa época eu era jovem e cheia de sonhos. Tudo que eu queria era adiar o casamento e viver depressa. Queria os resultados numa velocidade 5 e eles só me chegavam na 2, isso quando chegavam. Nesse tempo de Copenhague, (...) ”. Espero terminar a história de vó com um final feliz. Só assim sentirei o orgulho necessário dos contos dos mais velhos, mesmo que ao final da conversa meus netos já estejam no estágio mais profundo do sono. Pelo menos o mundo estaria a salvo e eu dormiria tranquila que nem faz a maioria das avós.

O castigo do sol

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“Tudo depende do ponto de vista”. A frase – clichê - tem lá sua razão de existir. Semana passada estive em Acaraú, região norte do Ceará, e me espantei com o sol. Quem diria que isso um dia iria acontecer. Natural de Fortaleza, cresci com o sol na cabeça a caminho da escola. Mesmo assim, não me acostumei. Na estradinha carroçal que liga Acaraú a Jijoca, depois de Cruz como quem vai no caminho Ceará-Piauí, revi um sol ameaçador e tirano. Ele não é bem quisto por aquelas bandas nem pela família de carnaúbas que habita por lá. As árvores se contorcem, o chão arde e o gado se esconde nas sombras das árvores pedindo socorro. No cenário, tristeza. Como será conviver com essa dor ardente todo dis, ficava me perguntando. Enquanto isso, na janela do carro a paisagem não mudava de cor. O sol de Acaraú e do sertão não é o mesmo sol da minha rua. Nessa viagem, reencontrei a versão vilã do sol. Aquela que eu conheci aos 6 anos de idade, quando pela primeira vez viajei a Canindé e me espantei com o ...