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Mostrando postagens de novembro, 2010

Músicas que deixam a gente feliz

Confesso que faço muitos posts sobre música, mas vou até parafrasear Nietzsche para me justificar: “sem a música, a vida seria um erro”. Sendo assim, sempre achei que existem músicas que deixam a gente feliz, também há aquelas que nos deixam tristes. Não necessariamente porque lembrem algo ou alguém, mas porque é delas próprias, foram feitas para isso. Como não quero deixar ninguém triste aqui, vou colocar aqui minha listinha de músicas que me deixam feliz (pelo menos algumas delas, que me lembrei de bate-pronto), independente do momento, da hora, do lugar, basta tocar no som: Don’t stop me now – Queen Livre pra viver – Pedro Mariano Simply the best – Tina Turner Don't Worry Be Happy - Bobby McFerrin Cheek to Cheek - Frank Sinatra Singin' in the Rain - Gene Kelly I Get Knocked Down – Chumbawamba Say a little pray - Dione Warwick I will survive - Gloria Gaynor Ain’t no mountains to high - Marvin Gaye & Tammi Terrell Three little birds – Bob Marley Brandy (you’r...

Catarse variável

"A vida é agora! Passado, presente e futuro todos fazem parte do agora. Resta saber o que se vai fazer com tudo isso..." Uma pessoa muito importante na minha vida me disse isso recentemente. Considerei como um verdadeiro insight . As coisas passam por nós como um furacão às vezes, bagunça, levanta poeira, deixa tudo fora de ordem, as coisas ruins fazem isso. É possível prever o furacão antes mesmo dele vir? Talvez sim, mas talvez não. Os 'talvezes' permeiam boa parte da cabeça quando é chegado o momento de mudança, do descobrimento. O momento de decidir coisas, entre elas, de ser feliz sim, de simplesmente ser, não de estar. Digo decisão porque sempre podemos decidir se vamos pegar a esquerda ou a direita, se vamos remoer, se vamos correr ou andar, dançar ou parar, cantar ou assobiar. Parece simples. E os momentos bons passam por essas decisões, inconscientes algumas vezes, mas sempre consequentes. Os furacões são necessários para se colocar as coisas em ordem e conse...

O Cariri é bem aqui

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Finalmente tive a oportunidade de conhecer o Cariri, Juazeiro, Crato e Nova Olinda, mais precisamente. Me senti em casa. Soube até, durante a viagem, que o Cariri era território pernambucano até meados do século XIX, não sei se justifica, mas a cultura, o povo, os costumes, lembram demais. Pouco aproveitei da Mostra Sesc Cariri, mas algumas coisas valeram demais os mais de 1.000 km percorridos pelas estradas da BR 116. A Fundação Casa Grande foi uma delas. Fiquei fascinada com o projeto, com as crianças, com os adultos que tornaram e tornam até hoje o sonho real, ou ao menos, o tornam parte de gerações. Sim, porque um sonho pra se tornar real tem que antes ter sido um sonho mesmo, não perder essa capacidade é essencial. Ao fazer isso por meio da arte, da literatura, da música, da comunicação, de brincadeiras, da história desse povo, não tenho nem palavra pra dizer o quão definidor é. Helinho, Aécio, Emanuelle, joão (o gúri que ganhou de mim no ping-pong), ainda guardo na memória o ros...

La Vie En Rose

Essa música sempre me transmite algo bom, bom a ponto de levitar pela casa abanando as mãos até. Das várias versões, uma das que mais gosto é essa aqui do Louis Armstrong, com a voz forte se misturando com a delicadeza da letra, que também segue abaixo. La Vie En Rose Hold me close and hold me fast The magic spell you cast This is la vie en rose When you kiss me heaven sighs And tho I close my eyes I see la vie en rose When you press me to your heart I'm in a world apart A world where roses bloom And when you speak...angels sing from above Everyday words seem...to turn into love songs Give your heart and soul to me And life will always be La vie en rose

O olhar do gato

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Dia desses vi o dia amanhecer pela janela do meu apartamento. Com os braços no parapeito, observei um novo clima, uma nova paisagem no bairro, no estacionamento do supermercado, na rua sempre movimentada ao longo do dia, no silêncio. Talvez contemplando mesmo, talvez apenas procurando algumas respostas. E foi justo nesse silêncio, nesse clima ameno permeado com os poucos e saudáveis raios de sol das cinco da manhã, que vi um gatinho passando pelo telhado da casa vizinha, bem embaixo da janela. Era um gato dourado, com olhos verdes ou azuis, imagino. Não o chamei nem me mexi, mas, mesmo assim, ele olhou pra cima, parou e me encarou antes de continuar sua caminhada. Eu encarei de volta. (Preciso abrir esse parêntese aqui para dizer que tenho um pouco de medo de gatos, acho que são traiçoeiros e que sempre serão capazes, a qualquer momento, de fazer um “crhiii” e vir com a pata cheia de unha afiada pra cima de mim). Voltando ao relato da madrugada-manhã, a troca de olhares mexeu comigo. O...

O vôo do tempo

Achei o texto que comentei que queria recuperar. Foi escrito em algum lugar entre 1996 e 1998 (pois é, ser uma pré-balzaca dá nisso) e eu diria que foi escrito no primeiro momento que senti de fato a ação do tempo na minha vida, a primeira vez que senti saudades de pessoas queridas e que não estavam mais perto, a primeira vez que vi passar cidades, coisas, amigos e a primeira vez que comecei a sonhar e a reagir ao desdém com os sonhadores. Enfim, pode ter sido escrito por uma adolescente, mas creio que seja um assunto totalmente atemporal, concordam? ;) O tempo voa... Parece até uma garoa que passa, Rápida e fina. Passam cidades, amigos, coisas, amores, Uns passam e vão embora. Outros passam e, por mais que não pareçam estar aqui, Permanecem na memória e no coração. Tudo passando... ... E eu aqui, sonhando... Às vezes chego a ser o meu próprio sonho... E daí? Um sonho pra se tornar real, tem que antes ter sido um sonho mesmo. Então me deixe aqui sonhando e aproveitando o tempo, ‘tô até...

Algo de Pessoa e Quintana

Nos últimos dias tenho lido bastante Fernando Pessoa e, claro, praticamente todos os textos beliscam você por algum motivo. Mas esse que posto hoje é basicamente o beliscão-mor que vai especialmente para essa sexta-feira. Não somente por ser hoje, isso vale para todos eles (dias), únicos e que jamais voltarão. Me inspirei agora ao ler, sem querer, uma frase de Mário Quintana: "Não coma a vida com garfo e faca. Lambuze-se" . Deixa então eu brevemente dar vazão à essa inspiração e dizer que permitir-se é algo inerente ao viver bem, ao ser feliz. Permita-se sempre, sonhe sempre, chore, sorria, corra, dance, grite, cante, ria de novo, o riso é uma coisa séria demais e, acreditem, é contagiante. Deixemos de xurumelas e vamos ao que interessa. Boa leitura e bom final de semana! ;) ----------- Navegue Navegue, descubra tesouros, mas não os tire do fundo do mar, o lugar deles é lá. Admire a lua, sonhe com ela, mas não queira trazê-la para a terra. Curta o sol, se deixe acariciar por...

Lembrando do Leite morno

Engraçado como às vezes a gente lembra de coisas que escreveu há tempos, anos até. Dia desses lembrei de um texto sobre o tempo que voa e que a gente tem mais é que voar junto com ele. Vou tentar resgatar esse aí... Mas um que lembrei muito hoje e que achei legal ter escrito foi o post do dia 10 de novembro de 2009, entitulado Leite Morno . E voltando ao vôo do tempo, recebi uma poesia espontânea por e-mail de um amigo poeta, artista e uma das pessoas mais sensíveis que conheci em relação ao olhar pro mundo, pro que está em volta, para quem está em volta, Cacau Brasil, que ao invés de acabar o e-mail com um "até breve", terminou assim: até breve pois breve é o tempo nós inconstantes movimentos não para nada para ------ Sendo assim, até breve! ;)

Quando a onda tenta ser o mar

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Há muito queria escrever sobre isso, até porque sempre vivi isso e é algo que acho válido compartilhar. Escrever sobre como o mar, a poesia do mar, me faz bem em momentos críticos, de questionamentos, de angústia, de decisões, de, enfim, quando eu simplesmente preciso entrar em contato com o superior e me reencontrar, respirar fundo, sabe o respirar fundo? Pois é... Sim, voltando... queria escrever (e um dia ainda irei), mas me deparei agora com um post no blog do Tibério Fonseca , vocalista da banda pernambucana Seu Chico (pra quem não conhece, banda lá de Recife com o pianista Vitor Araújo inclusive, tocando essencialmente, as músicas de, claro, Chico Buarque). Para ouvir um pouco, é só ir no myspace dos meninos aqui . Gostei tanto do texto, e me identifiquei, aliás, Tibério, parabéns por todos eles, a profissão de observador atento da vida tem ido bem, eu diria. :) Peço licença para reproduzir aqui, pois compartilho da mesma ideia: Quando a onda tenta ser o mar Eu acho que já falei ...