Passarinhando...


O chão nem sempre nos deixa firmes, às vezes é preciso voar.

Desde pequena deixava a imaginação voar, literalmente, e me imaginava uma passarinha. Com as asas abertas e firmes, batendo forte, depois planando. Sentia o vento no rosto, o silêncio das alturas trazendo uma sensação incrível de paz e leveza.

Será que já fui um pássaro em outra encarnação?

Gosto de pensar que sim.

A distância do chão traz serenidade, traz aquele olhar do todo, onde um ponto torna-se de fato, um ponto. Traz firmeza interna.

Posso não ter asas e nem cantar assobiando com um bico colorido, mas por alguns minutos, senti o vento friozinho das alturas no bochecha do rosto, ouvi o silêncio do longe, ao mesmo tempo perto, senti leveza.

Voe também, saia do chão às vezes, se perca nas alturas para pisar com cada vez mais firmeza no chão.


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