Postagens

Mostrando postagens de dezembro, 2010

Fim de ano Globo Nordeste

Imagem
Vejam a vinheta de final de ano da Globo Nordeste, em homenagem a Pernambuco. Achei excelente, não fosse a cópia na cara-de-pau do grupo americano Improve Everywhere, que fizeram majestosamente uma cena de musical em pleno shopping aberto. Confiram abaixo:

A casa que mora em nós

Imagem
"O importante não é a casa onde moramos. Mas onde, em nós, a casa mora" Trecho do livro "Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra", de Mia Couto, que aliás daria um post só para ele. Uma das boas descobertas recentes, há muito não lia com tanto prazer assim, a astúcia em transformar o abstrato e até impensado em um belo conjunto de palavras. A casa é dos meus pais. Onde vivi por mais de dez anos e até hoje vivo, pois estou em cada canto dela. E ela está em mim. Às vezes a correria me deixa esquecer, mas o resgate é vívido, aconchegante e até emblemático. Não pertence mais a mim e pertence ao mesmo tempo. hehe confuso? né nada, a paz de espírito é o resultado da simplicidade desse fato.

Essência

Por que existe alguma coisa ao invés de nada existir? E por que algumas dessas coisas que existem, como se existir não lhes bastasse, são animadas, possuem vida? E por que, ainda, algumas dessas animadas e vivas coisas têm, por acréscimo, consciência e podem ver, pensar, sentir e se emocionar? Essas perguntas jamais seremos capazes de responder. Isso não nos impede, porém, de pensá-las e questioná-las por meio da arte. O mundo, para que de várias possibilidades se possa recolher em atual existência, precisa de uma consciência a lhe observar. Sem observador as coisas tendem a desaparecer, mesmo as coisas deste espetaculoso mundo. Nada impedirá que a vida, cuja razão haveremos de sempre ignorar, cujo movimento jamais viremos a por completo entender, cuja desigualdade sempre perplexos contemplaremos, deixe de entranhar-se em movimento em nosso corpo. A arrogância inteira do mundo não virá a impedir que os nossos corpos de vida e de projeções se realizem, para viver, pensar e sermos, pelos...

Explosão de palavras

Imagem
É preciso carinho, atenção e uma dose de cuidado na hora de proferir uma palavra. Muitas delas trazem um poder absurdo, capaz de destruir comunidades, confortar a mente ou alimentar um amor. Quem me faz pensar sobre o assunto é a Sereia de Água Doce (Vanessa da Mata), tão popularizada e tão inteligentemente musical. Eu nunca aprendi a lidar com elas – as palavras. Quando tenho um tiquinho de raiva, lanço mão das piores, a fim de eliminar mortalmente o indivíduo. Fruto de uma intolerância humana que carrego e que diariamente luto contra. Eu quero ser gente boa. Só que, como em toda boa ficção, tem a turma do bem. As palavras ‘de branco’ entram em cena e utilizá-las já não é tão fácil como se mostram as suas concorrentes. É mais simples julgar, apresentar ardilosamente a retórica do convencimento (Aristóteles que o diga). Pelo menos pra mim sempre foi. A isso denominam popularmente ‘língua ferina’. Minha vó chama de inteligência. Tudo depende do ponto de vista. As palavras doces me enjoa...

O pingo da chuva

Imagem
A chuva pinga, pinga Pinga com a gota serena Serena para lavar a alma A alma lavada agora refresca Refresca, move e adapta Pronto. O raio do sol brilha novamente A alma lavada reluz a nova semente.

É pra isso que vivemos

Imagem
Outro dia me lembrei de uma cena do filme "Sociedade dos poetas mortos", um dos filmes que estão na minha lista pessoal dos preferidos e que foram/são importantes durante toda a vida. Inclusive, a expressão "Carpe Diem", hino do filme do início ao fim, foi dita, repetida e vivida desde minha adolescência e até hoje tento incorporar esse espírito diaritamente. Seize the day! A cena que veio à mente foi a que o professor vivido por Robin Williams (Capitain oh my capitain), sobe na mesa no meio da aula e diz: "Estou em pé nesta mesa porque devemos mudar constantemente a nossa visão.Quando você acha que sabe alguma coisa, experimente olhar por outro prisma" E daí todos os meninos também sobem na mesa, observando de fato o quanto a mudança de ângulo, de prisma faz com que a percepção mude. É a mesma coisa a ser vista, o mesmo objeto, a mesma situação, a mesma pessoa, mas tente olhar de um novo lugar, tente observar de uma forma diferente e até mais atenta. Olha...